Capaz que soy yo. No creo. No escucho un carajo. Olhei a entrada. Pensei se poderia voltar atrás. Ele está aqui ao meu lado. Ele se ri de coisas que considero tolas. Pensei que era melhor entrar pela porta. Arriscar. Ele fala alto, mas é sem querer. Me estas escuchando? Ahora si. Tudo o que eu disser agora que eu entrei pela porta eu nego. Nego, pois já não tenho certeza se, ao passar por esta porta, eu ainda sou eu. O problema es tujo, estoy seguro. Na dúvida, começo desde já negando tudo. Inclusive o que foi dito mas deixarei as formalidades de lado. Entrei pela porta e as palavras pulam em cima de mim. Que engraçado. Parecem crianças me puxando, uma por cada perna, me puxando as calças, os bolsos, os cordões, os brincos, tudo. Falam todas ao mesmo tempo essas palavras! São tão imaturas! Quando crescerem mais perceberão melhor qual é o funcionamento desse mecanismo chamado vida. Agora brincam. E gritam. Ah, como gritam parem com isso, silêncio, shhhhh, todo mundo calado sentado não não puxa não bate empurra não não vale correr aqui vamos fazer uma roda. Uma roda. Uma de cada vez. Pode falar. Agora ela faz silêncio. Não falei? São imaturas! Me estas volviendo loco. Ela se aproxima. Ela pousa delicadamente as patas em minhas pernas e aproxima seu focinho do meu rosto. Não diz nada. Me olha como que querendo uma resposta. Eu não a tenho. I`m a star. Procuro percorrer o hall de entrada. Vou entrar aos poucos, já que este ambiente não me é familiar. Ela me olha como quem tem a absoluta certeza que descobriu agora que eu sou um gato. Seu focinho me fareja diferente. Ela está feliz, me vê miando. Ele continua ao meu lado. Ela agora está roncando. Ele pára para ouvir. Silêncio. Ela ronca alto, né? É. Deve estar sonhando comigo, agora que eu sou gato. Tem vinho? Obrigada. Obrigada. Brinde. Silêncio. Tudo se mergulha nessa calma azul com dourado. Silêncio. As vogais...olha as vogais...elas estão meditando. Sinto que é a hora, é o momento, é o fim.
24/09/2009
11/09/2009
O Banquete
vocifera volátil o vinho em minha boca
volvendo meus lábios vadios nos seus
vergando em versos as suas volúpias
viril você no ventrículo meu
vem, vertigem venal
vascularizar o meu verbo vagido
vangloriar o viscoso em seu veio
verter em verdura e vaivém
vidrado, vibrátil, vezeiro
venturas velar até de verbete
vaguear sem vexame e varrido
vergalhar com torpor o meu leito.
volvendo meus lábios vadios nos seus
vergando em versos as suas volúpias
viril você no ventrículo meu
vem, vertigem venal
vascularizar o meu verbo vagido
vangloriar o viscoso em seu veio
verter em verdura e vaivém
vidrado, vibrátil, vezeiro
venturas velar até de verbete
vaguear sem vexame e varrido
vergalhar com torpor o meu leito.
08/09/2009
de saia transparente
ela, ela, ela, ela, ela, ela, ela...
biiiiiipsssssssiiiuuuasksfooommm khhfs jh hj jhdd dddd d uhhhhhhh
Não olha o sinal quando atravessa.
Eles sim, olham.
Eles olham os sinais dela.
biiiiiipsssssssiiiuuuasksfooommm khhfs jh hj jhdd dddd d uhhhhhhh
Não olha o sinal quando atravessa.
Eles sim, olham.
Eles olham os sinais dela.
07/09/2009
vermelho
eu também lábiosgosto vermelho quentes
gosto aceso doce
cedo cismando fogo
embaixo da saia rubro
......................................
molhados.
04/05/2009
vida = arte (a la Manoel de Barros)
1. Eu olho para o céu ao sair de casa.
2. Eu paro ao ouvir passarinho cantando.
3. Eu reduzo o passo ao ver flores no caminho.
4. Eu toco as flores.
5. Eu tento sentir o cheiro delas.
6. Eu consigo distinguir o cheiro do jasmin.
7. Eu me surpreendo ao ver papagaios soltos no Aterro do flamengo.
8. Eu penso que não gosto de pássaros em gaiolas.
9. Eu penso que as formigas me avisam da chuva.
10. Eu penso que o cachorro me avisa da chuva.
11. Eu penso que as cigarras me avisam do sol.
12. Eu gosto disso.
13. Eu penso que a vida é isso.
2. Eu paro ao ouvir passarinho cantando.
3. Eu reduzo o passo ao ver flores no caminho.
4. Eu toco as flores.
5. Eu tento sentir o cheiro delas.
6. Eu consigo distinguir o cheiro do jasmin.
7. Eu me surpreendo ao ver papagaios soltos no Aterro do flamengo.
8. Eu penso que não gosto de pássaros em gaiolas.
9. Eu penso que as formigas me avisam da chuva.
10. Eu penso que o cachorro me avisa da chuva.
11. Eu penso que as cigarras me avisam do sol.
12. Eu gosto disso.
13. Eu penso que a vida é isso.
25/03/2009
Sobre o espaço
Não sei quem povoei meus pensamentos
Na verdade, o mundo é muito pouco
Meus pensamentos voam muito, muito longe além de mim
Não sei
Não sei de onde eu me tirei agora
Sei que o espaço é o espaço onde eu não estou
agora
agora sim, estou
- Aonde eu fui?
- Não saí daqui em nenhum momento.
Na verdade, o mundo é muito pouco
Meus pensamentos voam muito, muito longe além de mim
Não sei
Não sei de onde eu me tirei agora
Sei que o espaço é o espaço onde eu não estou
agora
agora sim, estou
- Aonde eu fui?
- Não saí daqui em nenhum momento.
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