Dois olhos, dois olhos
os quatro se refletindo
estrelas no céu
na terra dois corpos em um.
Eles estão parados,
ali fez-se ouvir o silêncio.
O mundo então pára.
É preciso escutar mais os olhos.
Encontro antigo.
Ela feliz de contar com ele.
E sempre, e sempre
o pulsar bate em paz no seu corpo.
Eles querem que a noite não passe.
Eles querem um sonho pra sempre.
É preciso escutar mais as luzes.
Ela deita e apaga a luz.
ao querido Renato
21/08/2007
03/08/2007
A pedra
Quisera eu uma pedra no peito
bem grande, bem pesada.
E por causa da pedra eu teria mais peso
meus pés pisariam o chão com mais força
Então meus passos ficariam marcados
e todos saberiam por onde andei.
A minha presença alteraria o chão
minha chegada seria notada, facilmente.
Minha pedra batendo no peito
faria tremer o mais valente dos homens.
O ruído da pedra.
Seria impossível não me darem ouvidos
Quando eu estivesse com pressa,
prontamente se abririam os caminhos.
A pedra pulando no peito ao correr
assustaria até as formigas do chão.
Como eu seria tão forte!
As pessoas me respeitariam
por ter a pedra no peito.
Eu seria ela, tão grande.
Nos dias de hoje eu me pergunto:
Pra que viver com moderação?
No peito, se tem um buraco,
eu quero a pedra!
bem grande, bem pesada.
E por causa da pedra eu teria mais peso
meus pés pisariam o chão com mais força
Então meus passos ficariam marcados
e todos saberiam por onde andei.
A minha presença alteraria o chão
minha chegada seria notada, facilmente.
Minha pedra batendo no peito
faria tremer o mais valente dos homens.
O ruído da pedra.
Seria impossível não me darem ouvidos
Quando eu estivesse com pressa,
prontamente se abririam os caminhos.
A pedra pulando no peito ao correr
assustaria até as formigas do chão.
Como eu seria tão forte!
As pessoas me respeitariam
por ter a pedra no peito.
Eu seria ela, tão grande.
Nos dias de hoje eu me pergunto:
Pra que viver com moderação?
No peito, se tem um buraco,
eu quero a pedra!
30/07/2007
a lei do mato
No mato é que se faz a lei
é de comum-acordo a teia da aranha
quando cai bicho ali ninguém reclama
nem se debate, a morte é certa
No mato é que se faz lei
casa de marimbondo ninguém se mete
Saiu de casa? Que se garanta!
use ferrão e seja breve.
No mato se faz lei
formiga grande, maior pedaço
para as pequenas, só os farelos
toda labuta dá resultados.
É só no mato que se faz lei
pode soprar o vento forte
se uma raiz está fraca e cambaleia
tem a floresta pra sustentar.
é de comum-acordo a teia da aranha
quando cai bicho ali ninguém reclama
nem se debate, a morte é certa
No mato é que se faz lei
casa de marimbondo ninguém se mete
Saiu de casa? Que se garanta!
use ferrão e seja breve.
No mato se faz lei
formiga grande, maior pedaço
para as pequenas, só os farelos
toda labuta dá resultados.
É só no mato que se faz lei
pode soprar o vento forte
se uma raiz está fraca e cambaleia
tem a floresta pra sustentar.
29/07/2007
Álea
flor do campo
noite branca
brisa leve, sol no rosto
tudo passa
a vida é boa
voam os sonhos pela janela
Ah...
se Álea soubesse
que o seu viver
faz-lhe tão bela
Ah...
se Álea soubesse
que dos seus olhos
nascem as palavras
Ela diria, com pés no chão
no rosto o jeito de quem sabe
sem mais palavras, com precisão
pontuaria:
"- A vida é isso."
à queridíssima Álea
noite branca
brisa leve, sol no rosto
tudo passa
a vida é boa
voam os sonhos pela janela
Ah...
se Álea soubesse
que o seu viver
faz-lhe tão bela
Ah...
se Álea soubesse
que dos seus olhos
nascem as palavras
Ela diria, com pés no chão
no rosto o jeito de quem sabe
sem mais palavras, com precisão
pontuaria:
"- A vida é isso."
à queridíssima Álea
o beijo
Uma criança
tão frágil que mais parecia um boneco de palitos.
Uma criança-palito deitada na cama.
Os pés pra fora tiquetaqueando o tempo.
Os pés gelados não se encomodavam com o frio,
ela viria para os cobrir...
A luz acesa, os olhos abertos.
Denovo os pés para espantar o sono
E a longa espera.
De súbito o pai
sem devaneios:
- Aconselho-te a apagar a luz.
tão frágil que mais parecia um boneco de palitos.
Uma criança-palito deitada na cama.
Os pés pra fora tiquetaqueando o tempo.
Os pés gelados não se encomodavam com o frio,
ela viria para os cobrir...
A luz acesa, os olhos abertos.
Denovo os pés para espantar o sono
E a longa espera.
De súbito o pai
sem devaneios:
- Aconselho-te a apagar a luz.
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